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Blog da comunidade dos fiéis da Paróquia N. S. P. Socorro, do Tomba, o qual pretende ser uma via de comunicação para os paroquianos e amigos.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Formação para Catequistas
Estará acontecendo dos dias 05 a 10 de fevereiro a tradicional formação para catequistas da nossa paróquia.
Local: Centro Catequético (Tomba)
Horário: Das 19h00 às 21h00
Venha, participe conosco !!!
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Local: Centro Catequético (Tomba)
Horário: Das 19h00 às 21h00
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Pascom PNSPS
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
É MISSÃO DE TODOS NÓS...
Todos
fomos chamados à vida e a ela respondemos: sim! Nascemos! Fomos cuidados e
recebemos muitas e sábias orientações para continuarmos a cuidar da vida que é
dom de Deus! Entretanto, não sempre pomos em prática aquilo que poderia nos dar
uma vida saudável. Então, Deus Pai nos envia seu amado Filho Jesus, no Espírito
Santo através de Maria de Nazaré para nos lembrar novamente que Ele quer “Vida
e Vida em abundância”.
Então,
aproximando-nos do verão e cientes das noticias de que a Bahia (em 10
municípios) e Feira de Santana (em 10 Bairros) apresentam um quadro grave de
dengue e há um grande alerta através do setor de Epidemiologia da Secretaria de
Saúde Municipal. Juntaram-se a ela representantes de vários setores da
Sociedade, inclusive a Igreja Católica. Juntos vamos fazer um mutirão começando
em casa.
Vamos
escutar e por em prática tudo quanto nos é dito para cuidarmos da vida – é uma
atiVIDAde
na qual todos somos responsáveis, pois o mosquito da dengue não escolhe suas
vítimas. Da irresponsabilidade e omissão de alguns, outros poderão pagar com a
VIDA. É sério! Portanto, todos nós formamos um exército de prevenção e combate à dengue. Se amamos a
vida, vamos começar evitando água nos vasos
de flores (colocando areia no pratinho), cuidado com vaso de flores dentro de
casa, cuidado com tampinhas, copos, garrafas, pneus jogados no quintal,
terrenos baldios.
É
uma grande parceria também com o setor
público, com suas autoridades competentes, que vai tomar as devidas providências quanto
aos terrenos baldios e áreas públicas tipo Parque da Cidade que está praticamente
abandonado e lá pode se gerar um dos maiores focos de mosquitos. “Vamos dar as
mãos, vamos dar e vamos juntos cuidar”.
Ir.
Marisa Inêz Mosena
– Ministras dos Enfermos de São Camilo –
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Retiro de Crismandos da 1ª etapa
| Nossos crismandos e catequistas |
Aconteceu neste dia 11 de novembro de 2012 o retiro de crismandos da primeira etapa.
Com o tema " Fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo" os crismandos e catequistas reuniram-se na Chácara da Comunidade Rainha da Paz para rezaram, refletirem e partilharam em torno de vários assuntos ligados a Igreja, dentre eles o Ano da Fé.
| Pe. Marino |
Interessados, comprometidos e conscientes de que formamos um só corpo em Cristo, muitos crismandos já revelaram onde querem colocar seus dons a serviço. Alguns deles já estão engajados em pastorais e sentem muita alegria em servir a Igreja.
Ano que vem, na 2ª etapa, esta turma receberá o Sacramento da Crisma.
| Formamos um só corpo em Cristo |
Deus seja louvado por todos esses crismandos e pelos catequistas que os acompanham!
Mais fotos aqui!
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
Dia 12 tem Missa! Vamos criançada?!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
PASTORAL DA SAÚDE: UMA LUZ NO CAMINHO!
Quanto ao cuidado dos doentes, o
Evangelho é bem claro. Devemos cuidar dos enfermos e dos pobres vendo
neles o próprio Cristo’(Mt 25,40). São Camilo E A Beata Madre Maria Domingas
Brun Barbantini, nos mostram, com a sua
vida, a importância dos cuidados com enfermos. Por isso, a exemplo do padroeiro
dos doentes, dos enfermeiros e dos
hospitais, possamos vivenciar a solidariedade fraterna. ‘O que faz São Camilo e
a Beata Maria Domingas terem o amor grandioso no cuidado ao enfermo é o
reconhecimento do amor de Jesus, sentindo verdadeiramente a presença do Cristo,
a experiência que eles mesmos fizeram da doença, da dor, da maneira desumana
como ele e os doentes eram tratados em seu tempo; do desprezo e abandono em que
Maria Domingas encontrava os doentes abandonados e jogados pelos próprios
familiares.
Será que algo mudou em nossas instituições de saúde? Assim como diz o Evangelho ‘adoeci e me
visitastes ... Sempre que fizestes isto a um deste meus irmãos mais pequeninos,
a mim mesmo o fizestes’. Ouvindo estas palavras de Jesus e praticando-as
estaremos tocando o céu! Todas as pessoas, profissionais da saúde, políticos
recebem a missão de Deus e, por isso, precisam tomar consciência do que fazem
com este mandato de Deus, com esta confiança que Deus lhes dá para não traírem
mais uma vez a Jesus em sua maneira de servir ou camuflar a sagrada missão.
A Pastoral da Saúde tem seu espaço garantido em todas as
instituições, quando se trata de vida e saúde. Portanto, tudo faz parte da
vida, está voltado para que as pessoas tenham qualidade de vida e “vida em
abundância”. Neste caso, a Pastoral da Saúde tem autoridade divina para
profetizar: denunciar, anunciar e questionar quando a vida está ameaçada e
descuidada.
Nenhuma Instituição de saúde pode impedir que os doentes tenham
seus direitos garantidos e a assistência espiritual é um direito do doente, do
paciente. Nenhuma crença ou religião pode ter supremacia sobre outra. Sabemos o
quanto a dimensão espiritual contribui de modo determinante a cura de uma
pessoa. A Constituição Federal garante o direito de assistência integral de
saúde, por isso não podemos relegar a religião ao segundo plano, pois Deus
mesmo cura através dos meios, dos recursos, dos agentes de saúde, os quais
também são mediações e não fim último.
Como está sendo administrada a saúde em Feira de Santana? O
cuidado da vida nas Instituições de Saúde pode ser um exemplo para outros
Municípios e País? Será que a saúde em Feira de Santana está sendo instrumentalizada
por partidos políticos como fonte geradora de votos e garantia de elegibilidade
política?
Cuidemos da vida como bons administradores de Deus, evitando todo
tipo de instrumentalização. A vida é dom de Deus. A maneira como cuidados da
vida pessoal e de outrem a Ele devemos a Deus. Respeitemos e cuidemos da vida.
Ir. Marisa Inêz Mosena
Pastoral
da Saúde Arquidiocesana
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Pascom PNSPS
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Bioética e Pastoral da Saúde - outra reflexão
A Pastoral da Saúde sempre visa
contribuir na promoção da saúde em todas as suas dimensões para que as pessoas
possam ter na sua realidade, vida em abundância (Jo 10,10), sinal do reino de
Deus entre nós.
A vida em abundância que Jesus
veio trazer, hoje passa pela mediação de toda a humanidade a começar pela
própria pessoa que precisa constantemente fazer escolhas que promovam em si
mesma o cuidado da vida, a proteção. Todos nós, somos frutos de nossas
escolhas, portanto precisamos estar sempre escolhendo e decidindo por aquilo
que nos faz ter mais saúde e, assim, mais vida.
A visita ao doente é um dos
aspectos importantes para o restabelecimento da pessoa. Ela pode ser um meio
para estimular a recuperação da saúde, seu bem estar, avivar sua esperança,
pela fé de quem a visita.
Para visitar uma pessoa doente
precisamos ir conhecendo sempre mais o que dizer o que não dizer, o que é o
melhor para a pessoa, a fim de não irmos visitar um doente para desabafar todas
as nossas mágoas, nossos problemas e, nem tampouco, para ir contar nossas
histórias de doenças pelas quais passamos.
A escuta é o princípio e o
fundamento de toda visita. A escuta é a necessidade maior da qual a humanidade
precisa para poder se reintegrar e superar muitos sofrimentos pelos quais está
passando. Em nossa experiencia pessoal, podemos constatar o quanto a escuta nos
tem feito bem, nos tem ajudado.
Escutar é bem mais profundo do
que simplesmente ouvir. Escutar é a ação de acolher a pessoa com todos os
sinais do seu corpo, do seu semblante. A pessoa pode estar falando palavras,
mas sabemos o quanto seus sinais e expressões estão comunicando algo muito mais
profundo de seu sofrimento, de suas expectativas, de suas necessidades.
Ouvir com o coração é um grande
desafio, pois nossa tendência é a de preparar as respostas imediatas ao que a
pessoa doente está falando, ou até cortamos o assunto para demonstrar nosso
conhecimento, nossas sugestões e às vezes até passamos a receitar terapias e
medicamentos que “nos ajudaram e que nos
fizeram tão bem”, achamos que isto vai ajudar também a promover a saúde na
outra pessoa. Mal pensamos que a sua história de doença é outra, a realidade da
pessoa doente é outra, o que contribui para que ela adoecesse é outra realidade.
Vamos refletir um pouco em, como
estamos realizando nossa visita aos doentes, para melhor qualificar as mesmas e sermos pessoas
de escuta, de fé e de esperança. Haverá visitas nas quais vamos ser apenas uma
presença junto da pessoa doente e não precisamos dizer nada. A nossa presença
fala do Deus da vida que carregamos dentro do nosso coração. O doente precisa
crer que nós cremos na vida, que nós cremos em Deus. Na próxima reflexão
falaremos sobre o tempo da visita e algumas expressões que ajudam e outras que
não ajudam na visita às pessoas doentes. Que Jesus, o médico por excelência nos
faça servidores da vida.
Ir.
Marisa Inêz Mosena
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Bioética e Pastoral da Saúde
Nesta edição, para retomar a reflexão do
tema da Campanha da Fraternidade, a fim de que “a saúde se difunda sobre a
terra” (Eclo38,) vou me servir de um texto de autoria do Pe. Léo
Pessini, camiliano. Quero dedicar este tema, em especial a todos os
profissionais da saúde em Instituições e saúde da Família, embora possa ajudar
a todos nós.
Ir.
Marisa Inêz Mosena
Cuidando da dor e sofrimento humanos
A dor e o sofrimento são companheiros da
humanidade desde tempos imemoriais. O seu controle e alívio constitui-se, hoje,
numa das competências e responsabilidades éticas fundamentais dos profissionais
da saúde. Esta ação constitui-se, num indicador fundamental de qualidade de
cuidados, bem como de assistência integral do paciente, no âmbito da saúde.
A dor é um sintoma e uma das causas mais
frequentes da procura pelos serviços de saúde. Em muitas instituições de saúde
humanizadas, a dor é reconhecida como o quinto Sinal Vital integrado na prática
clínica. Se a dor for cuidada com o mesmo zelo que os outros sinais vitais
(temperatura, pressão arterial, respiração e frequência cardíaca), sem dúvida
haveria muito menos sofrimento. Os objetivos da avaliação da dor são
identificar a causa e compreender a experiência sensorial, afetiva,
comportamental e cognitiva da pessoa, para implementar seu alivio e cuidado.
Hoje, se reconhece que a dor é uma
doença. De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), a
saúde “é um estado de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual,
e não somente a ausência de doença ou de mal-estar.” É evidente que as
condições dolorosas são um estado de mal-estar, portanto o ser humano que sofre
de dor não está sadio e pode-se afirmar legitimamente que se está violando seu
direito inalienável à saúde. O Artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos
reconhece como um dos direitos dos seres humanos “um nível de vida adequado para a
saúde e o bem-estar.” Infelizmente,
a saúde e o bem-estar nem sempre são uma escolha possível. Ocorre que, em
inúmeras situações, muitas pessoas, devido à velhice ou às doenças, sentem dor
e sofrem muito no final da vida. A falta de tratamento adequado para a dor é
uma das maiores injustiças e uma causa importante de grandes sofrimentos e de
desespero.
A premissa filosófica e humanística da
proposta de considerar o tratamento da dor como um direito humano fundamental é
a busca legítima de reconhecimento explícito, e que se proclame e promova o
tratamento da dor por si mesmo á categoria de um dos direitos fundamentais do
ser humano. O reconhecimento do tratamento da dor como um Direito Humano
incluído no direito à saúde é importante, mas insuficiente.
No âmbito dos cuidados de saúde, ouvimos
com frequência pessoas dizendo: “não tenho medo de morrer, mas sim de
sofrer e sentir dor.” Ou então outros que dizem que “dói
o coração”, “dói a alma”. Pois bem, essas são expressões metafóricas de
um grande sofrimento interior. É importante distingamos os conceitos de dor e
sofrimento. O corpo sente dor e esta se liga ao sistema nervoso central. Par
tratar dessa dor, necessitamos de medicamentos, analgésicos. O sofrimento
atinge a pessoa como um todo. Mais que
um problema de técnica farmacológica, constitui-se num desafio ético, perante o
qual nosso enfrentamento e cuidado se dão a partir da atribuição e um sentido e
valores transcendentes, como demonstrou, com sua própria vida, o Dr. Victor
Frankl, sobrevivente de campo de concentração nazista.
Lembramos, ao finalizar esta reflexão,
uma preciosa afirmação antropológica da exortação apostólica Salvifici Doloris
ao afirmar que: “o sofrimento humano suscita compaixão, inspira também respeito e, a
seu modo, intimida. Nele, efetivamente, está contida a grandeza de um mistério
específico.” (João Paulo II, p.7).
Continuemos somando forças para sermos
profetas no mundo da saúde acompanhando de perto a realidade da saúde em nossos
Bairros, em nosso Município para tomar atitudes de mudanças.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
II Formação para Catequistas a nível paroquial sobre o CIC
No domingo, 29.07 catequistas da
nossa Paróquia e da Comunidade São João Batista (Paróquia São Gonçalo dos
Campos) reuniram-se na Comunidade Nossa Senhora da Conceição para mais um
encontro de formação.
Prosseguindo com o tema escolhido para
este ano: O Catecismo da Igreja Católica, tivemos o nosso segundo encontro que
abordou “A vida em Cristo”. Para nos assessorar contamos a presença de Márcio
Macico, da Paróquia Santíssima Trindade.
Com dinamismo e propriedade Márcio nos
revelou a importância do CIC e como a vida em Cristo ajuda na consolidação de
uma conduta realmente evangelizadora. “Foi
de fato maravilhoso!” revelaram alguns catequistas.
Contamos com a presença do nosso
pároco, José Carlos que ficou feliz em ver tantos catequistas com sede de saber
para evangelizar.
Após o almoço os catequistas
partilharam dinâmicas e músicas que podem ser utilizadas na Catequese. Márcio
orientou um trabalho em grupo e pode-se
perceber a importância de ter o
Catecismo, de estudá-lo.
Na ocasião, os catequistas aproveitaram para realizar o cadastro promovido pela CNBB. Quem ainda não se cadastrou é só clicar aqui!
Na ocasião, os catequistas aproveitaram para realizar o cadastro promovido pela CNBB. Quem ainda não se cadastrou é só clicar aqui!
A empolgação do grupo foi tanta, que
nosso assessor foi convidado a estar conosco na terceira formação do ano. Esta acontecerá
dia 30.09, na comunidade Nossa Senhora das Graças. Aguardamos ansiosos!!!
Mais fotos aqui!
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
BIOÉTCIA E PASTORAL DA SAÚDE
Este binômio: bioética e pastoral da
saúde são inseparáveis. Ambos se referem às questões vitais do ser humano.
Realizam-se entre o espaço da concepção até o último entardecer da vida.
Procuram dar respostas às grandes interrogações acerca da vida e da morte. São
o espaço do diálogo sobre o sentido do sofrimento humano e as razões mais
profundas do mesmo. Criam um horizonte de possibilidades de serenidade,
resiliência e esperança.
A Bios-ética = Bioética é como o coração
de toda a vida humana. Ela é sistema circulatório, o ethos, a casa, o terreno
fértil onde são tratados todos os assuntos que se referem à vida humana. Bios
quer dizer vida e ética é o modo ou o jeito do ser humano ser no mundo. A
bioética, pouco a pouco, vai dialogando com todas as ciências para colocar em
evidência o ser humano, a vida a qual está em primeiro lugar, antes das coisas,
antes do financeiro, do lucro, do status. Jesus veio “para que todos tenham
vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Em outro momento Jesus disse: “o sábado é
para o homem e não o homem para o sábado”. O que significa dizer: todas as
coisas, todas as ciências, toda inteligência, toda criatividade estão voltadas
para o bem da pessoa humana. Não é o lucro desenfreado que tornam a pessoa mais
humana! Existe uma distorção e inversão de valores. Se conseguirmos refletir
sobre esta realidade contundente, em que as coisas tomaram o lugar do ser
humano coisificando-o, dando seu valor conforme a produtividade, conforme
critérios de lucro e rentabilidade invertemos o sentido último da criação: o
homem livre criado à imagem e semelhança de Deus! Pelo contrário, o ser humano
está se tornando escravo daquilo mesmo que ele cria, inventa. (Dicionário de
pastoral da Saúde p.97).
Refletir sobre bioética e Saúde,
significa colocar-se num caminho de grandes contradições, desigualdades,
injustiças. É preciso, pelo menos lutar por uma antropologia nova,
ou seja, colocar, novamente o ser humano em seu devido lugar: como imagem e semelhança de Deus, administrando as
coisas e as situações com sua dignidade e valor a fim de proporcionar “vida e
vida em abundância para TODOS e não privilégio de alguns!” Mais urgente ainda será o propósito e a
medida honesta, transparente e urgente de desatrelar a saúde da politicagem!
Não se pode dar privilégios de atendimento a uns, em detrimento e prejuízo e
até perda da vida de outros. Isto clama aos céus!
O tema da Campanha da Fraternidade veio para ficar! Ele é como uma ponta de
lança para todos os profissionais da saúde e para toda a humanidade: “Que a
saúde se difunda sobre a terra!” (Eclo 38,8) As grandes questões de
fraternidade e saúde pública são um desafio e uma provocação que pedem resposta
– o que podemos fazer para que todos possam ter atendidas as suas necessidades
básicas como filhos do mesmo Pai e irmãos entre nós? Vamos juntos fazer o passo
a passo da Saúde detectando, por primeiro, quais os problemas e prioridades de
saúde em nossa Comunidade/Bairro/Paróquia/Município....
Ir. Marisa Inêz Mosena
Coordenadora
Arquidiocesana da Pastoral da Saúde
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Missa da Amizade, vem participar com a gente!
Nada melhor do que celebrar este dia tão especial na presença Daquele que é nosso melhor amigo: Jesus! Olha o que Ele te diz:
Este é o meu mandamento: amai-vos uns
aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele
que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que
eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que
faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o
que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos
escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto
permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos
dará. O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros. (Jo
15,12-17)
Aguardamos você!
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Pascom PNSPS
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A equipe da Pastoral da Saúde passo a passo
A Igreja é especialista em
humanidade e revela grande empenho, dedicação, recursos e esforços pelo mundo
da saúde, com especial enfoque à prevenção, educação e promoção da saúde,
cumprindo o mandato de Jesus “para que todos tenham vida e a tenham em abundância. Construir a
Equipe da Pastoral da Saúde é uma das metas da Campanha da Fraternidade 2012, a
fim de “que a saúde se difunda sobre a terra”. (cf. Eclo 38,8).
A Pastoral da Saúde em sua organização
é constituída na Paróquia, em sintonia com a Equipe Diocesana, está à Equipe
Nacional, a Equipe Nacional à Coordenação Latino-Americana, e, por último o Conselho Pontifício para a Pastoral da
Saúde. Para construir a Equipe da Pastoral da Saúde, podemos seguir alguns
passos e critérios:
1 Ter presente os objetivos e
definições da Pastoral da Saúde;
2 Convidar de três a cinco
pessoas que tenham o perfil (qualidades e qualificação profissional compatíveis
com a missão);
3
Reunir-se para construir um diagnostico (uma visão
objetiva) da realidade da qualidade da vida e da saúde de sua Paróquia e as
possíveis causas;
4 Traçar metas e ações
concretas a curto, médio e longo prazo para transformar esta realidade;
5 Envolver e mobilizar a Comunidade, em todos os seus
segmentos, para alcançar os objetivos;
6 estabelecer datas para encontros
da Equipe com seu Pároco;
7 Ter em mãos subsídios que
possam ajudar a criar um horizonte e uma plataforma de embasamento, por
exemplo: Guia do Agente de Pastoral da Saúde no Brasil; A Pastoral da Saúde e o
Controle Social no SUS do Brasil.
Boletim
mensal ICAPS – Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde e Bioética: icaps@camilianos.org.b
Discípulos
Missionários no Mundo da Saúde. Guia para a Pastoral da Saúde na América Latina
e no Caribe – CELAN.
“Que
Maria, Saúde dos Enfermos, nos ajude a testemunhar no mundo a ternura de Deus e
a proclamar com coragem o Evangelho da Vida.” (cf. Discípulos Missionários no
Mundo da Saúde. p . 116)
Ir. Marisa Inêz Mosena
marisainez@yahoo.com.br
Este
texto foi retirado de uma publicação da Arquidiocese de Feira de Santana:
Pastoral da Saúde. Ano VI – Nº09
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Dimensões da Pastoral da Saúde
Durante
muito tempo a ação pastoral da Igreja no Brasil, no mundo da saúde, era
totalmente voltada para os enfermos e sua doença, isto é, apenas visitava
enfermos de forma solidária e ministrava sacramentos. Não existia uma
preocupação no aspecto de ter uma ação para promover a saúde, nem de lutar
publicamente para se ter medidas políticas e sociais para melhorar o
atendimento aos doentes, ou seja, não existia, por parte da Igreja, uma
preocupação com a saúde pública em termos político-sociais, mas apenas no
aspecto solidário, por ações caritativas. Acentuava-se o aspecto solidário de
visitar o doente e nada mais. Essa pastoral ficou conhecida como Pastoral dos
Enfermos.
Hoje a ação pastoral no mundo da
saúde não pode ficar apenas restrita ao aspecto solidário da visita aos enfermos.
Expande-se para os aspectos de prevenção e de lutas por políticas públicas,
capazes de construir um sistema público de saúde que atenda o povo brasileiro
com dignidade. Por isso a Pastoral da Saúde abrange três dimensões: Dimensão
Comunitária, Dimensão Solidária e Dimensão Política-Institucional.
a)
Dimensão Comunitária:
Objetivo:
Favorecer a promoção e a educação em saúde com ênfase na saúde pública e no
saneamento básico, agindo de maneira preferencial no campo da prevenção das
enfermidades e da promoção de estilos de vida saudáveis”. Nessa dimensão,
organizaram-se encontros com profissionais de saúde, promovem-se campanhas
preventivas (como contra a dengue). Formam-se líderes comunitários para atuarem
nos Conselhos de Saúde em defesa dos interesses coletivos e na divulgação de
informações e conhecimentos importantes para toda a comunidade. Nessa dimensão
comunitária, também se valorizam o conhecimento, a religiosidade e a sabedoria
popular em relação à saúde. (Medicina Caseira)
b)
Dimensão Solidária:
Objetivo:
“Ser presença de Jesus, Bom Samaritano, ao lado dos doentes e dos que sofrem no
ambiente familiar, nas comunidades e nas instituições da saúde”. Nessa dimensão,
a Pastoral da Saúde coloca-se ao lado
dos necessitados, a exemplo do Bom Samaritano (Lc 10,25-37), a fim de promover
mais dignidade no viver, mesmo na dor e no sofrimento. Com isso, defende os
direitos dos enfermos a um tratamento mais humano e responsável. Na solidariedade,
a Igreja faz-se presente por meio do agente de pastoral, que vai ao encontro do
outro ferido e faz o possível para confortá-lo no seu sofrimento e socorrê-lo
na sua dor. Nas visitas aos enfermos, o agente mostra com seu testemunho que é
possível uma relação além da técnica com o doente, pois o ser humano enfermo é
visto como um ser integral, com dimensões físicas, psíquicas, sociais e
espirituais.
c)
Dimensão Político-Institucional:
Objetivo:
“Zelar para que os organismos e as instituições públicas e privadas que prestam
serviço de saúde e formam profissionais nessa área para que tenham presente em
sua missão social, política, ética,
bioética, comunitária e religiosa”. Essa dimensão tem uma atuação mais política
e social, a fim de lutar para que todos tenham acesso a um atendimento de saúde
com qualidade e respeito. Exige que os programas do governo aconteçam e cheguem
aos mais pobres e necessitados atuando, sobretudo, no controle social.
A
Pastoral da Saúde age a partir do
encontro com Cristo, onde está o seu alicerce e fundamento. Dessa forma, a
Pastoral é marcada por um agir evangélico e sobre a assistência do Espírito
Santo na promoção da saúde e em defesa da vida digna. “Vim para que todos
tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10)
Este
texto foi retirado de uma publicação da Arquidiocese de Feira de Santana:
Pastoral da Saúde. Ano VI – Nº09
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
Pastoral da Saúde
Este
ano a Campanha da Fraternidade, com o tema: Fraternidade e Saúde Pública vem
despertar para as questões da saúde no nosso país. Além disso, há o objetivo de
implantar a Pastoral da Saúde nas Paróquias que ainda não possuem esta
pastoral, como é o caso da nossa.
Neste
mês de Julho, toda quarta-feira, estaremos
publicando alguns textos que visam informar e motivar a criação da Pastoral da
Saúde. Rogamos a Deus e a Mãe do Perpétuo Socorro que envie operários para a
messe.
O QUE É PASTORAL DA SAÚDE?
A concepção do que seja realmente a
Pastoral da Saúde e o seu objetivo vêm do pastoreio de Jesus Cristo, que sempre
esteve ao lado dos mais necessitados, de modo especial dos doentes.
Por Pastoral da Saúde entendemos a
ação evangelizadora de todo o povo de Deus, comprometido em promover, cuidar,
defender e celebrar a vida, tornando presente a missão libertadora e salvífica
de Jesus no mundo da saúde. O documento de Aparecida afirma: ‘a Pastoral da
Saúde é a resposta às grandes interrogações da vida, como o sofrimento e a
morte, à luz da morte e ressurreição de Jesus’ (DA. n. 89).
Essa concepção mostra que a ação
Pastoral da Saúde vai do promover a saúde, passa pelo defender e celebrar a
vida, até chegar ao morrer com dignidade. Dessa forma, o objetivo geral da Pastoral da Saúde pela justiça e pela
solidariedade na opção preferencial pelos pobres e enfermos. “Evangelizar com
renovado espírito missionário o mundo da saúde, numa opção preferencial pelos pobres
e enfermos, participando da construção de uma sociedade justa e solidária a
serviço da vida (DA. n. 90)
Este
texto foi retirado de uma publicação da Arquidiocese de Feira de Santana:
Pastoral da Saúde. Ano VI – Nº09
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ser Coordenador de Pastoral
A palavra "PASTORAL" deriva de PASTOR. Seu significado está estreitamente ligado à alegoria do "Bom Pastor", Jesus intitulou-se pastor das ovelhas. A pastoral, portanto está diretamente ligada a ação do pastor no cuidado das ovelhas. No Quarto Evangelho ouvimos Jesus dizer: "Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância. Eu sou o Bom Pastor" (Jo 10,10).Essa ação pastoral é assumida pela comunidade como um todo, onde todos são pastores uns dos outros.
Trabalho pastoral, portanto, é toda a tarefa vocacional específica de serviço desenvolvida pela comunidade local, a fim de contribuir no processo de evangelização, transformando os reinos deste mundo, no reino de nosso Senhor Jesus Cristo.
Nenhuma tarefa pastoral específica pode ser confundida com a totalidade da ação da Igreja, pois esta será sempre composta de um conjunto de pastorais sempre interligadas umas as outras. Assim teremos ações voltadas para dentro e para fora da comunidade já existente.
Sendo a Igreja como prolongamento de Cristo, no tempo e no espaço, pode-se dizer:
PASTORAL é toda atividade da Igreja como Igreja. É a própria vida da Igreja quando age e se manifesta em cada situação do mundo atual, edificando-se a si mesma.
Fazer pastoral é continuar a missão de Jesus. É serviço, é ação, trabalho desenvolvido a favor da vida.
É ação organizada da Igreja para atender uma determinada situação, uma realidade específica.
A pastoral é o agir da Igreja no mundo! Similar a ação dos pastores, tem como intenção coordenar, "animar", de "defender" e "alimentar" a evangelização.
O pastor nunca age sozinho, mas em unidade com a Igreja de Cristo; "na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo".
A pastoral é essencialmente comunitária. É toda a Igreja, hierarquia e leigos, que é responsável pela pastoral. Cada um, porém, conforme seus dons e carismas, isto é, na medida em que participa de Cristo-Pastor.
A pastoral é essencialmente comunitária. É toda a Igreja, hierarquia e leigos, que é responsável pela pastoral. Cada um, porém, conforme seus dons e carismas, isto é, na medida em que participa de Cristo-Pastor.
O objeto da PASTORAL é todo homem e mulher no seu todo (a), isto é, corpo, alma e espírito, que deve ser salvo. Quanto à mensagem a comunicar, refere-se ao Cristo vivo, real, concreto (não apenas uma noção abstrata), o Cristo que é, ao mesmo tempo, doutrina e vida da Igreja, o qual forma uma só unidade com a sua Igreja, o Cristo total, seu Corpo Místico. Portanto, não pode haver "dicotomia" entre doutrina e vida de Igreja.
Objetivos da pastoral
Evangelizar, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, por meio do serviço, do diálogo, do anúncio e do testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária.
Funções pastorais
A Igreja realiza a sua ação através de três funções pastorais:
Evangelizar, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, por meio do serviço, do diálogo, do anúncio e do testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária.
Funções pastorais
A Igreja realiza a sua ação através de três funções pastorais:
Função profética: abrange as diversas formas do ministério da Palavra de Deus (evangelização, catequese e homilia), bem como a formação espiritual dos;
Função litúrgica: refere-se à celebração dos sacramentos, sobretudo da Eucaristia, à oração e aos sacramentais;
Função real: diz respeito à promoção e orientação das comunidades, à organização da caridade e à animação cristã das realidades terrestres. Neste último aspecto, a ação da Igreja engloba campos da sociedade como a saúde, a juventude, a solidariedade social e a educação.
Os agentes de pastoral são servidores de Cristo e trabalham para que o projeto de Deus seja conhecido e vivido.
A COORDENAÇÂO
A coordenação de pastoral é um serviço importantíssimo nas comunidades. A boa coordenação, aberta a Deus e às pessoas, faz a comunidade prosperar e o Reino de Deus acontecer. É um serviço que deve proporcionar prazer e felicidade.
A coordenação deve ser mais alegria que sofrimento, porque a palavra “Evangelho”, em si, é “Boa Notícia”, e um coordenador estressado, desanimado ou acomodado, não consegue anunciá-lo bem à comunidade.
A coordenação de pastoral é um serviço importantíssimo nas comunidades. A boa coordenação, aberta a Deus e às pessoas, faz a comunidade prosperar e o Reino de Deus acontecer. É um serviço que deve proporcionar prazer e felicidade.
A coordenação deve ser mais alegria que sofrimento, porque a palavra “Evangelho”, em si, é “Boa Notícia”, e um coordenador estressado, desanimado ou acomodado, não consegue anunciá-lo bem à comunidade.
O COORDENADOR JESUS
Na bíblia, podemos analisar Jesus coordenador:
Na bíblia, podemos analisar Jesus coordenador:
1) João 13, 1-9 (O lava-pés): Jesus amou seus coordenados ensinando que a coordenação é um serviço à comunidade; o serviço deve ser a marca da comunidade e não a dominação e a servidão. Ensinou que todo trabalho é importante.
2) Marcos 4, 35-41 (A tempestade acalmada): Jesus vê que na outra margem há gente que precisa dele. No barco, acalma os discípulos para depois ensinar que se ele está presente ninguém perece. Às vezes, parece que Jesus dorme nos dias de hoje... O coordenador acalma, transmite esperança e coragem; mantém o equilíbrio, sem apavorar-se diante das dificuldades.
O QUE FAZ UM COORDENADOR?
1) Ele inclui as pessoas. O coordenador cristão soma os dons que o grupo possui.
2) Ele anima e conduz o grupo, nas turbulências (acalmando) e na calmaria (provocando movimento).
3) Ele leva o grupo a atingir seu objetivo.
4) Ele se apresenta para ajudar a resolver os problemas, nunca para provocá-los.
5) Ele delega responsabilidades, tarefas e poderes de decisão.
DE QUE PRECISA PARA COORDENAR BEM?
1) Transitar pelo grupo todo – manter diálogo com todos.
1) Ele inclui as pessoas. O coordenador cristão soma os dons que o grupo possui.
2) Ele anima e conduz o grupo, nas turbulências (acalmando) e na calmaria (provocando movimento).
3) Ele leva o grupo a atingir seu objetivo.
4) Ele se apresenta para ajudar a resolver os problemas, nunca para provocá-los.
5) Ele delega responsabilidades, tarefas e poderes de decisão.
DE QUE PRECISA PARA COORDENAR BEM?
1) Transitar pelo grupo todo – manter diálogo com todos.
2) Ter uma caminhada comum com o grupo – um bom tempo de participação, para saber o valor das conquistas e o sofrimento dos erros cometidos.
3) Conhecer bem o assunto que coordena e ter noções básicas de outros assuntos ligados ao que coordena.
4) Saber decidir: pessoas indecisas transmitem insegurança. Após examinar bem a realidade, ouvir os envolvidos e buscar o auxílio necessário; cabe ao coordenador a decisão sobre a maioria dos assuntos. Os mais importantes, é claro, são decididos pelo grupo.
5) Ser equilibrado: não estar excessivamente animado ou desanimado; hoje querendo tudo e amanhã nada, controlando seus impulsos para manter-se na linha do objetivo traçado pelo grupo. A abertura para o diálogo com o mundo começa pelo diálogo interior
6) Conhecer seus pontos fortes e fracos: ninguém é perfeito, mas o coordenador será chamado a falar em público, escrever, dialogar, negociar e organizar. Assim, ele deve desenvolver suas aptidões e buscar auxílio para suprir suas limitações.
7) Observar, ouvir e falar com seu grupo: cada pessoa é importante, cada fato deve ser trabalhado e estudado, como também a realidade (particular e coletiva) nunca deve ser esquecida.
8) Fazer partilha com outras pastorais: fomos acostumados a resolvermos apenas os problemas do nosso grupo imediato. O coordenador precisa articular-se com outros coordenadores para resolver problemas comuns, sendo verdadeiramente “Igreja de Cristo”. Colocando em pratica a Pastoral de Conjunto.
9) Fidelidade: afinal, o Reino que buscamos não é meu e nem seu, é de Deus.
COORDENAR EM EQUIPE
A melhor maneira de coordenar se realiza em comunidade, em equipe. Um coordenador que fica no cargo por anos seguidos tende a se desgastar por tanto trabalhar ou a acomodar-se.
A melhor maneira de coordenar se realiza em comunidade, em equipe. Um coordenador que fica no cargo por anos seguidos tende a se desgastar por tanto trabalhar ou a acomodar-se.
O primeiro foge quando pode e o segundo tende a se perpetuar no poder. A solução é montar uma equipe partindo das necessidades do grupo, criando assessorias (e preparando novos líderes): secretário, assessor de comunicação, de liturgia, de formação, de eventos, etc...
É preciso dividir tarefas, responsabilidades e autonomia, formando uma “família” que promova reuniões regulares e divida alegrias e desafios.
Se o Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, pequenino, que se torna a maior das árvores, a coordenação deve ser simples, mas com solidez e competência, criando raízes em Jesus Cristo.
SOMBRAS PASTORAIS (texto extraido do Site da Diocese de Santo André)
1. Messianismo. É a mania de fazer planos pastorais, sem consultar a vontade de Deus. Daí vem o estrelismo das pessoas que se projetam a si mesmas. Deus fica em segundo lugar, serve de estepe para que nossos planos não falhem segundo nossa vontade, nossas ideologias e nossas óticas.
1. Messianismo. É a mania de fazer planos pastorais, sem consultar a vontade de Deus. Daí vem o estrelismo das pessoas que se projetam a si mesmas. Deus fica em segundo lugar, serve de estepe para que nossos planos não falhem segundo nossa vontade, nossas ideologias e nossas óticas.
2. Ativismo. Pouca oração e muita agitação. Vale o que eu faço e não o que eu sou. A pastoral vira profissão, burocracia. O ativismo leva à impaciência apostólica. É fruto do vazio interior e da vaidade pessoal.
3. Perfeccionismo. Busca-se o êxito, o sucesso, o resultado. A confiança não está na graça de Deus mas nos planos e ações bem escritas nos livros pastorais e nas pessoas envolvidas. Tudo deve dar certo.
4. Mutismo. Consiste em calar verdades, omitir correções e falar só o que agrada. As grandes verdades silenciadas são: a castidade, o purgatório, o inferno, a infidelidade conjugal, a renuncia. O que importa é agradar. Por isso, há falta de profetismo.
5. Pessimismo: Prega-se problemas, incertezas, azedumes e queixas. A Palavra de Deus não é proclamada. No seu lugar estão as dúvidas, suspeitas e vazios do pregador, do catequista, do pastoralista. Joga-se sobre o povo, problemas pessoais não resolvidos.
6. Falta de esperança. É o pecado do reducionismo que consiste em reduzir a esperança, não crer na ressurreição, na eternidade, na vida futura. Tudo fica reduzido a este mundo, à matéria, à ciência experimental. Sem esperança não há consistência.
7. Burocracia. As pessoas são deixadas de lado e esquecidas. Cumprem-se as leis, marca-se o ponto, tudo vira pura burocracia eclesiástica e administração. O burocrata cumpre o dever, mas abandona as pessoas, os pobres, os sofredores. O que importa é o funcionamento da máquina eclesial.
8. Discriminação. Uns são privilegiados e outros descartados. Uns bem recebidos, outros rejeitados. Faz-se acepção de pessoas. Os ricos, os amigos, os privilegiados têm vez, os outros são discriminados.
9. Sectarismo. É a falta de abertura, de pluralismo e de ecumenismo. Sectário é que secciona, busca o que lhe interessa e agrada. É o grupismo. Só meu grupo, minha espiritualidade, meu movimento, minha pastoral, meu interesse é que vale. O sectário ignora o outro, o diferente e o despreza, critica e combate. Falta o espírito de comunhão e de unidade. É a pastoral de gavetas e sem articulação que acaba no paroquialismo.
10. Carreirismo. É quem busca promoção. Fecha-se na sua experiência e desfaz a experiência dos outros. Eu é que estou certo os outros estão errados. O carreirista acha-se insubstituível e infalível. Não solta os cargos. Perpetua-se no poder. É grudado na sua função. Mata a pastoral pelo apego ao poder. Não quer mudança nem transferência. Não dá lugar para os outros.
11. Individualismo. É quem espera gratificações, recompensas, aplausos e louvores. Precisa toda hora de elogios, pois do contrário cai em aflição ou na crítica azeda. O que vale é a sua imagem, sua fama, a projeção de si.
12. Perda da alegria. Faz tudo por obrigação, cai na rotina, vive na superficialidade. Não tem entusiasmo perdeu a alegria e o humor. Vem a amargura e a dramatização da vida.
13. A mesmice. É quem perdeu a criatividade, caiu na instalação, na mediocridade. Faz tudo sem amor, instala-se nos próprios defeitos e os justifica. Tem explicação para todos os seus erros e desleixos. Não muda e não se dispõe a mudar.
14. Vitimismo. É quem se acha injustiçado, rejeitado e por isso vive na apatia, arranja doenças, apega-se a defeitos psicológicos para justificar o vitimismo. Vive mais cuidando de si do que da pastoral do rebanho.
15. A inveja pastoral. Consiste em menosprezar o trabalho dos outros, aumentar seus defeitos, competir e tratar os outros com cinismo. O invejoso procura bloquear o sucesso alheio. Acontece aqui a “contradição dos bons”, ou seja, não recebemos apoio e incentivo dos nossos colegas, amigos, irmãos de caminhada, pelo contrário, somos invejados, incompreendidos e criticados.
Para uma sadia evangelização precisamos da “conversão pastoral” pela qual venceremos as sombras pastorais, como aponta o Documento de Aparecida.
Para uma sadia evangelização precisamos da “conversão pastoral” pela qual venceremos as sombras pastorais, como aponta o Documento de Aparecida.
Dom Orlando Brandes (Arcebispo de Londrina)
Coordenador (a): Reze, peça sabedoria, confesse, comungue, leia muito, informe-se, cresça! Entregue-se nas mãos de Deus e seja feliz!
Bibliografia:Coordenador de pastoral – Um serviço à comunidade, Ed. Vozes
Este texto foi retirado do Blog Teologia On-line
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